Trilha das Borboletas

 Trilha das Borboletas.


 Hoje é início de março. Esse é o mês do novo ano astrológico. Tenho estado em introspecção e observando as energias de alinhamento planetário dos sete orbes que é raríssima. Esse fim de semana sai fazer uma trilha próximo de casa perto das montanhas. Durante a caminhada recebi a visita de várias borboletas coloridas. Na minha intuição aquilo não era coincidência, pois as cores representavam minha jornada espiritual de uma forma absolutamente mágica. A primeira, foi a borboleta branca, aonde ela chega trazendo o despertar da luz divina. Minha vida foi tocada pelo divino logo criança, quando sonhei com meu mentor espiritual e não sabia explicar. Depois apareceu uma borboleta amarela representando a alegria de sentir o divino tocar o coração. Minha iniciação chegou trazendo a borboleta índigo. A pequena borboleta azul estava pousada sobre uma poça seca de terra. Aquilo trouxe um intenso arrepio. Era a representação da minha dor ao despertar atravessando a 3Dimensão. A terra seca era o deserto da minha alma em busca de respostas. Quase no final da trilha encontro a alquimista. A borboleta nas cores preta, vermelha e branca. A travessia da minha alma durante o processo de alquimia. O nigredo minha noite escura, rubedo, o despertar do sagrado feminino e o albedo a purificação da minha alma. A travessia do ego e da dor humana. E quase chegando próximo de casa me deparo com uma linda borboleta negra com as asas em detalhes dourados.

 

Era minha essência de sacerdotisa


Minha “magia” desperta. Em gratidão coloquei a mão em meu coração e respirei profundamente com lágrimas no canto dos olhos e olhando fixamente aquele céu azul claro daquela manhã serena consenti em silêncio. Dentro de mim aquilo era o sinal mais lindo e sagrado que o universo já havia me dado e só eu saberia decifrar.






A Chegada de Mabon


Final de março. Equinócio de Outono. Algo interno anuncia a despedida definitiva da menina que aguardava o cavaleiro das Rosas despertar do sono da inconsciência. Deixei entregue ao universo parte sagrada da minha alma. Entreguei ao tempo meu divino masculino, a chama gêmea a seu despertar. Abri mão do controle totalmente. Nossos caminhos estão sendo separados nesse momento. Mas é o maior ato de amor que faço pela conexão sagrada que temos. Pois hoje a intuição diz que somente na escuridão ele poderia quem sabe escolher fazer a travessia. Sonhos e intuições me guiaram nesse momento. Chegou a fase de purificação. Minha liberdade esta sendo anunciada aos ventos da mudança que chega. E mesmo com a alma em dor esse é meu sacrifício. Aceito como liberdade e consciência que minha tarefa como guardiã dessa conexão, estava chegando ao fim. 


O chamado agora era viver as sementes que foram cultivadas no solo sagrado enquanto escrevia sobre a linhagem das Rosas. Que hoje ganhou o mundo. Era a prova concreta da forja através do fogo da consciência. Estou renascendo novamente. Mais uma vez meu casulo azul índigo pulsa intermitentemente.


 A vida é um eterno nascimento de versões melhores de nós mesmos em cada etapa de evolução. Nesse momento somos obrigados abandonar a velha asa e dar lugar ao pequeno e apertado casulo. A alma é chamada ao descanso. Dentro desse equinócio de outono, Mabon se anuncia como um retorno a nossa silenciosa introspecção.  Estamos prontos? 


Somos feitos de mortes e renascimentos. De ordem e caos. Hoje minha alma se libertou do cativeiro da espera por crescimento de um cavaleiro templário que se perdeu nas areias do tempo e escolheu anestesiar sua própria alma. Doeu dizer adeus de certa forma. O dia trouxe até uma chuva silenciosa que caiu durante a tarde. Mas parecia que aquele capítulo já estava escrito. Minha luz sustentou por muito tempo essa história de indefinição. Foram noites de reflexão e de cura. Mas quando alguém não esta disposto a crescer internamente não importa o quanto de luz você mostra no caminho, ela continua na escuridão do ego. Me retirei por amor a mim mesma. Por coerência ao meu coração. Por saber que enquanto for esse arquétipo menino, não conseguirá sustentar o homem digno de andar ao lado de uma mulher que se conecta com a divindade. Pois ego e alma não habitam o mesmo espaço interno. E para quem já passou por uma grande morte em vida sabe o que isso significa. Hoje não tenho medo de perder alguém. Hoje tenho medo é de perder a mim mesma. Ainda vou chorar esse luto. A passagem por essa história me transformou na mulher que sou agora. 

Eu confesso que amo a essência que exala da sua  alma e que a energia reflete a minha, mas a sombra do ego esta sendo muito maior nesse momento. 💫 ✍️

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